• Gabrielle

DESERTO DO ATACAMA: Roteiro Completo!!

Atualizado: 8 de Jul de 2018



Sempre tive vontade de conhecer o mundo, cada cantinho, cada cultura... o Deserto do Atacama sempre esteve na minha lista, mas, confesso, não nas posições iniciais. Foi após assistir a  um programa produzido pelo Lonely Planet sobre os 10 melhores hotéis da América Latina, onde foi apresentado o Hotel Tierra Atacama Boutique Hotel & Spa, que fiquei encantada!! Naquela noite, quanto mais eu pesquisava sobre o destino, mais eu me decidia que era para lá que seria a próxima viagem. Foi decisivo para a escolha o fato de ser América do Sul, câmbio favorável, distância relativamente curta e a possibilidade de fazer uma viagem legal, confortável e mais em conta do que América do Norte, Europa e outros destinos. Afora o fato de ser um destino quase que totalmente de ecoturismo, que eu adoro e sempre me impressiona, pela grandiosidade divina e a força da mãe natureza.


Embora tenha sido a apresentação do Hotel Tierra Atacama Boutique Hotel & Spa que despertou em mim o desejo de conhecer o Deserto do Atacama, acabei não ficando lá. O preço era muito salgado comparado ao quanto queríamos gastar e fixado em dólar, o que deixa tudo ainda mais caro. Mesmo que estando tudo incluído no valor da diária, especialmente os passeios, percebi que com o valor que pagaria nesse hotel por pessoa, conseguiria planejar uma viagem para 2 pessoas, com os mesmos passeios, ótima gastronomia  e conforto. E foi assim, que tudo começou.


O Atacama agrada a todos os gostos e estilo de viajantes, desde mochileiros com grana apertada até VIPs acostumados com o alto luxo, e aí no meio, viajantes flex como eu, que gostam de um certo conforto, mas que querem se misturar com os locais, gastando de acordo com a minha realidade, até porque, quando voltar, quero já começar a programar a próxima viagem, ao invés de como vou pagar a fatura do cartão de crédito rsss.


Vamos então aos dados objetivos desta viagem e algumas dicas para substituição das nossas escolhas:



COMO IR?


Minhas escolhas de deslocamento:


- Trecho Brasil - Chile - Brasil: voamos Curitiba - Santiago pela LATAM, com milhas


- Trecho Santiago - Calama* - Santiago:voamos Santiago - Calama* pela Sky Airline - a Sky é uma companhia low coast chilena. Pagamos USD 40 o trecho, com pagamento via Pay Pal, pois não aceitam cartão de crédito internacional.

*Calama é a cidade com aeroporto mais próximo a San Pedro de Atacama.


- Trecho Calama - San Pedro de Atacama - Calama: transfer com a TransLicancabur (CLP 20.000 ida e volta). Eu já havia reservado com antecedência, mas eles têm um balcão de atendimento na área de desembarque.


Outras opções:


- Trecho Brasil - Chile - Brasil:além da LATAM, a GOL, a Avianca e a Aerolíneas Argentinas também voam o trecho São Paulo-Santiago


- Trecho Santiago - Calama - Santiago: é possível ser feito via aérea ou rodoviária (direto para San Pedro de Atacama)


---- AÉREO: além da Sky Airline (que eu recomento muito, pois é BB - boa e barata), a LATAM também voa o trecho


---- RODOVIÁRIO: o trajeto rodoviário de Santiago a San Pedro de Atacama leva +- 20 horas, e pode ser feito com as empresas Turbus e Pullman


- Trecho Calama - San Pedro de Atacama - Calama: é possível ser feito com transfer ou carro alugado


---- TRANSFER: além da TransLicancabur, outra opção de transfer, que até me pareceu mais nova e organizada, foi a TransVip (CLP 24.000 ida e volta), que também tem balcão de atendimento na área de desembarque do aeroporto de Calama


---- CARRO: para quem preferir alugar um carro, no aeroporto de Calama tem balcões de algumas locadoras. Para as reservas, eu prefiro usar o expedia.com, pois não exige pré-pagamento, nem dados de cartão de crédito. É importante, porém, advertir que o centro de San Pedro de Atacama quase não tem vagas de rua, então é interessante se certificar que o hotel tenha estacionamento



ONDE FICAR?


Minha escolha de hospedagem:


- Hotel Pascual Andino



Eu faço as minhas reservas pelo site da Multiplus em parceria com o Booking, pois para cada USD 1 gasto com o hotel, são acumulados 4 pontos Multiplus, além dos pontos acumulados pelo pagamento com cartão de crédito, se for esta a modalidade de pagamento (chuva de pontos/milhas).


O Pascual Andino é um hotelzinho boutique, com 10 quartos apenas, super charmoso e confortável, 1 quadra da Calle Caracoles (rua principal de San Pedro de Atacama), ótimo atendimento, staff super gentil, quarto maravilhoso, com sacadinha para ver as estrelas, bem decorado e com iluminação indireta nos quartos, muito aconchegante, água quente e luz natural no chuveiro, ótima wi-fi no quarto (víamos até filme/netflix, pois não tem TV), café-da-manhã gostoso, perfeito! Eu não tenho nenhum defeito a apontar, super recomendo e ficaria novamente.

Não é um hotel barato, mas vale cada centavo.


Outras opções:


- Opções de Hostel: San Pedro tem muitos hostels, vários na Calle Caracoles e vááários bem afastados que exigirão longas caminhadas ao sol forte ou ao frio da noite até as agências e restaurantes de San Pedro. Conhecemos um  pessoal que estava no Hostal Campo Base, que é bem central, e adoraram, fizeram várias amizades. O guia Lonely Planet indica o Hostal Sonchek. Além desses, encontrei o Blog Fui, Gostei, Contei, em que a Carla Boechat conta que ficou 1 mês em San Pedro hospedando-se em vários hostels para testar e escolher os 3 preferidos: Hostel Laskar, Hostel Pangea e Hostel Pangea Norte (fotos do Blog dela)   



- Opções no padrão Pascual Andino: Hotel Kimal, Hotel Poblado Kimal, Terrantai Lodge Andino são todos bem próximos a Calle Caracoles, confortáveis e aconchegantes no mesmo padrão do Pascual Andino



- Opções Luxo (all inclusive): Alto Atacama Desert Lodge & Spa, NOI Casa Atacama, Explora Atacama, Hotel Tierra Atacama Boutique Hotel & Spa, Awasi Atacama, Hotel Cumbres San Pedro de Atacama



** DICA SUPER ÚTIL: exceto no caso dos hóteis de alto luxo all inclusive, que têm transporte e passeios incluídos, é indispensável ficar próximo à Calle Caracoles, que é a rua principal e que concentra as agências, restaurantes, sorveterias, lojinhas... Se ficar longe, deve dar uma preguicinha depois dos passeios, e a pessoa acaba nem indo passear por San Pedro e aproveitar a gastronomia deliciosa, isolando-se no hotel. Além disso, os passeios feitos à tarde normalmente saem da agência (Caracolles), e não do hotel, o que vai exigir longas caminhadas no calor até chegar.



CÂMBIO


Para responder todas as perguntas sobre câmbio no Chile, que moeda levar, onde trocar e outras inúmeras perguntas, montei um post exclusivo, que você pode acessar aqui.



O QUE FAZER?


Minhas escolhas de passeios/agências: 

  • Tours tradicionais: Agência Ayllu

  • Tour astronômico: Agência Space

  • Tour quadriciclo: Agência On Safari Atacama

  • Tour de bike: alugamos uma bike na Calle Caracoles, bem em frente à Sorveteria Babaloo  



TOURS TRADICIONAIS:


Para os tours tradicionais, eu escolhi fazer todos com a agência Ayllu, que inúmeros blogs brasileiros indicam e que não decepciona, apesar de ser bem mais cara que outras agências. Em San Pedro de Atacama tem muuuuitas agências, a maioria na Calle Caracoles e quem pretende economizar com certeza conseguirá pechinchar bastante comprando os passeios direto por lá. Eu, como queria fazer os tours com uma agência específica (com qualidade, conforto, roupão nos passeios com água e frio, lanchinhos gourmet...) e tenho TOC em deixar as coisas para depois e acabar ficando sem, garanti minhas reservas com antecedência, ainda no Brasil. Ganhei um desconto de 30% pela indicação do Blog Um Viajante (blog muito bom sobre o Atacama) + 5% pelo pagamento à vista.


Durante o planejamento, fiquei muito em dúvida entre a Ayllu, a FlaviaBia e a Grado 10 (que tem um caminhão amarelo diferentão que de trás parece um minion, no lugar das vans regulares). Acabei optando pela Ayllu porque (a) a Grado 10 não tinha todos os passeios que eu queria fazer, como Piedras Rojas/Salar de Talar, Salar de Tara e Termas de Puritama e; (b) não gostei do retorno da FlaviaBia sobre os preços dos tours - eu havia comprado os passeios pelo carrinho de compras do site e quando entrei em contato com eles para fazer o pagamento, me passaram outros preços, mais altos, alegando que os valores do site estavam desatualizados (?!), não achei legal este tipo de atendimento, por isso desisti de fechar com eles, mas sei que são bem recomendados.


Com a Ayllu, fizemos os passeios: Laguna Cejar e Ojos del Salar, Termas de Puritama, Valle de La Luna e Valle de la Muerte, Salar de Tara, Piedras Rojas, Lagunas Altiplânicas e Gêisers del Tatio.

Vou resumir brevemente cada um desses passeios, organizando por ordem dos  meus favoritos, para ajudar a quem estiver indo para o Atacama e com dúvida do que fazer. 



nº 1) TOP FAVORITÃO: Termas de Puritama


Apesar de ter amado todos os passeios, meu favorito foram as Termas de Puritama, a energia lá é inexplicável -  aquelas águas transmitem uma paz incrível, é tããão relaxante. Uma delícia, eu poderia ficar lá o dia inteiro. O melhor: não é apenas contemplativo, podemos entrar e aproveitar.


As águas das Termas de Puritama vêm da Cordilheira dos Andes, por rios subterrâneos que passam sobre rochas vulcânicas, que esquentam a água, a qual chega na superfície com temperatura de 33º, jorrando por 8 piscininhas naturais, em formato de escadinha, com pequenas quedas d'água entre elas, na última, a água já está a 28º, mas ainda bem quentinha.



Nosso passeio foi de manhã, quando a temperatura do ar ainda está bem fria (eu estava usando até casacão e cachecol). No entanto, como tínhamos os roupões que a Ayllu fornece, não nos preocupamos muito. A água é tão quente que nem chegamos a passar frio, dentro dela estava bem agradável, talvez umas tremidinhas apenas no caminho de uma piscina para a outra. À tarde, o ingresso é mais barato, a temperatura do ar está bem agradável para usar roupa de banho, mas nos contaram que fica muito mais cheio. Eu gostei de ir de manhã, não mudaria nada, conseguimos aproveitar todas as piscinas, cachoeiras, sem muita muvuca.



nº 2) Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinchique


Laguna Cejar é uma lagoa com águas de degelo da Cordilheiras dos Andes, que atualmente está secando e, apesar de dar o nome do destino, não é nela onde podemos entrar e boiar. Aliás, é proibido entrar na Laguna Cejar, para que ela se preserve com água o máximo possível.


A Laguna que realmente entramos se chama Laguna Piedra. Segundo nosso guia, ela possui mais sal que o Mar Morto, o que impede nosso corpo de afundar. A sensação é muito engraçada! Levei quase 5 minutos para me acostumar com o efeito da água sobre o corpo, me senti meio como uma tampinha de garrafa pet que você tenta afundar virada para baixo, e a água empurra para a superfície virando-a para cima.  Em quase todas as fotos eu fiquei com cara de pamonha, tipo tentando me equilibrar rsss (pelo menos as fotos acabam mostrando quanto era engraçada a sensação). Eu tentava ficar de bruço na água, nadando cachorrinho, e a água me virava ao contrário, na posição de boiar. Depois de tentar lutar em vão contra a força da água (e do sal), fiquei boiando mesmo e então consegui aproveitar aquele banho tão diferente e gostoso. Quando saímos da água, o corpo seca e fica cheio de sal e, o cabelo, nas poucas partes que molham, fica bem duro.


Como fizemos este passeio à tarde, horário que está beeem quente (ao menos em março, quando fomos), não foi tão difícil entrar na água, ela é geladinha, mas dá tranquilamente para entrar e aproveitar, o corpo acostuma bem rápido.



Após a Laguna Piedra, o passeio continua pelos Ojos del Salar, ali do ladinho, que são dois buracos que foram feitos para a extração de petróleo na década de 70, mas onde nunca encontraram petróleo, apenas um rio subterrâneo, o que acabou formando dois pequenos laguinhos. Da borda (cheia de matinhos) até a água, deve ter uns 3 metros de altura, então, o melhor jeito de entrar é correr e pular. Foi o que eu fiz, apesar do medo. Mesmo não tendo pedras embaixo, achei que ia cair no meio do mato da borda rsss, mas deu tudo certo, consegui pegar impulso e cair longe do mato! A água aqui é bem mais gelada que da Laguna Piedra, mas como entramos pulando, só vamos descobrir isso quando já estamos dentro da água rsss. Depois do banho na Laguna Piedra e nos Ojos del Salar, podemos tomar um banho de água doce e trocar de roupa em um banheiro/vestiário que tem por ali.


Ao final do passeio, vamos até a Laguna Tebinchique para assistir ao pôr-do-sol. Nela, não podemos entrar, é apenas contemplativa, por uma trilha bem restrita que tem uma vista linda para o vulcão Licancabur. Bem ao longe, vimos 4 flamingos na lagoa, mas estávamos sem a lente super zoom para tirar foto :( O visual é lindo, mas no pôr-do-sol, tudo fica rosado e a paisagem consegue ficar ainda mais maravilhosa.


O Marco, nosso guia da Ayllu neste dia, preparou um hamburguinho com várias outras finger foods e nos ensinou a fazer o Pisco Sour, bebida super típica no Chile e no Peru, feita com 1 dose de Pisco (destilado da uva verde) + 2 doses de suco de limão espremido + 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro + gelo (claro), bate tudo na coqueteleira. Bom, mas o Pisco é forte como a cachaça.


Quando o sol se põe, o frio e o vento vêm com tudo. Estávamos de bermuda e camiseta e logo tivemos que colocar um casaco mais grosso.



nº 3) Valle de la Luna e Valle de la Muerte


Valle de la Luna e o Valle de la Muerte fazem parte da Cordilllera de La Sal. Esta Cordillera era, na verdade, um antigo lago de sal que há mais de milhões de anos foi emergindo pelos mesmos movimentos das placas tectônicas que deram origem à Cordilheira dos Andes. O antigo lago é atualmente uma cordilheira de montanhas cobertas de sal, cavernas e lindas esculturas naturais criadas pela chuva, erosão do vento e sol do deserto. Muito lindo e impressionante, à primeira vista até parece neve.


Ah! Lá descobri que a Cordilheira dos Andes é a mais nova do mundo, com menos milhões de anos que as demais, por isso que a região tem tantos vulcões, alguns ainda ativos.



O passeio pelo Valle de la Luna começa em um mirante que nos permite admirar toda sua beleza do alto, para então, descermos até a base de suas montanhas, onde fazemos uma trilha que passa por cavernas bem apertadas (mas nada que chegue a ser angustiante) e escaladas (leves) nas pedras. As observações dos guias (nesse dia, nosso guia foi o Claudio, muito querido e ótimo fotógrafo) sobre a geologia e história de formação do lugar fazem toda a diferença na comparação aos que venham a optar por conhecer sozinhos, de carro ou de bike. Aliás, os guias fazem toda a diferença em todos os passeios, pois muito mais que motoristas, eles são verdadeiros professores de história e de geografia (e também de cultura local, sobre como os jovens fazem festas proibidas no meio do deserto, top reggaetons do momento, quando Despacito já era febre no Chile e ainda não tinha chego no Brasil... rsss).



Depois das cavernas e da escalada nas pedras, fomos até uns pontos mais planos, com dunas perfeitas e a escultura das 3 Marias, para então, partirmos para o Valle de la Muerte, onde assistimos ao pôr-do-sol, com espetinhos de frango e carne, mais finger foods e vinho chileno servidos pela Ayllu. Esse passeio é muito completo e lindo e o pôr-do-sol nas montanhas é incrível!



nº 4) Piedras Rojas, Salar de Talar e Lagunas Altiplânicas


Dia de acordar bem cedo, a van passa no Hotel a partir das 5:30 para partirmos para esse tour. Mesmo que a Ayllu forneça um super café-da-manhã nas Piedras Rojas, nosso hotel deixou separadinho um saquinho com sanduíche, maçã e suco para não ficarmos com fome, achei muito gentil!


A primeira parada acontece no Salar de Talar, onde ficam as pedras vermelhas (Piedras Rojas). O lugar é tão lindo, que parece uma pintura. As pedras da beira do lago são vermelhas pela concentração de ferro em sua composição; o lago é de um verde-água claro que não posso encontrar palavras para descrever, cheio de elementos químicos que o tornam muito ácido e não recomendável ao banho, o que não faríamos de qualquer forma, já que pela manhã faz muito frio por lá, a ponto de pedir luvas, cachecol e gorro/capuz. Completando esse cenário vermelho e verde, na base do lago está um vulcão com neve no topo, simplesmente surreal! Se já não fosse suficiente essa beleza toda, no dia em que fomos não tinha vento, então o lago formou um espelho natural refletindo as montanhas, tiramos várias fotos que se invertermos, não saberemos se estamos vendo o céu e montanhas ou o lago. As fotos de toda essa beleza ficam lindas, dignas para compor um quadro na sala de casa.



Nesse dia, tinham várias pessoas fazendo o tour pela Ayllu, em 3 vans separadas, o que não chegou a ser um inconveniente, pois chegamos bem cedo, quando as outras agências ainda não estavam lá. Então pudemos explorar o lugar e tirar várias fotos sem muita muvuca. E depois de conhecermos tudo, a Ayllu nos serviu um mega café-da-manhã, com direito a croissant, nutella e muito mais, na beira do lago. Para mim, foi mais um ponto extra da agência e que não me deu margem para nenhum arrependimento por tê-la escolhido. 



Após o café-de-manhã, seguimos para as Lagunas Altiplânicas, com paradinha em mais um lago de águas calmas, espelhando o céu.


As Lagunas Altiplânicas como o próprio nome sugere, se encontram no alto, na parte plana da Cordilheira do Andes. São 2 lagoas, a Laguna Miscantie a Laguna Miñiques, cada uma com uma vulcão de mesmo nome ao lado. O lugar é lindo, para contemplação, por trilha demarcando o caminho, para preservação do entorno. Nosso guia da Ayllu no dia foi o Dani, um querido, engraçado, que adora subir vulcões, ele nos contou que o vulcão Miñiques tem uma outra lagoinha linda em seu topo e que a subida desse vulcão é demais.


Se me arrependi de algo nessa viagem, foi de não ter subido em um vulcão (no Lascar ou no Cerro Toco, que são para iniciantes), fiquei com medo de entrar em erupção enquanto eu estivesse subindo (Lascar ainda está ativo, mas descobri que não é de uma hora para outra que começa a trabalhar) ou de não ter condicionamento físico para a subida, mas chegando em San Pedro, vi pessoas bem menos "aptas" conseguirem subir e fiquei com muita vontade. Pelo menos, tenho um motivo para voltar para o Chile, agora mais para o sul, na região dos lagos, que também tem vulcões lindos.


Na volta, fizemos uma paradinha no Trópico de Capricórnio, uma das linhas imaginárias de latitude que marcam a Terra. Eu não sabia, mas o Trópico de Capricórnio se move em +- 15 metros ao norte por ano, então ele provavelmente já nem esteja no local onde paramos para as fotos ou o governo do Chile todo ano muda a placa de lugar :)



nº 5) Salar de Tara


Salar de Tara é o passeio mais distante (+- 2h de viagem), em que a subida se dá de forma mais rápida e com a maior altitude atingida durante toda a estadia (4.800 metros de altura, do nível do mar). O lugar é lindo, inóspito, intocado, com vários animais livres pelo caminho. Como o passeio dura um dia inteiro, quase 12 horas, e o lugar é total natural, praticamente sem construções e presença humana, temos de usar os banheiros incas para as necessidades, que nada mais é que um cantinho atrás de alguma pedra rsss. 


No caminho para o Salar de Tara, paramos em um mirante do Vulcão Licancabur, bem próximo dele. O vulcão fica na fronteira entre Chile e Bolívia, a metade dele é chilena e, a outra metade, boliviana - a cratera fica na parte chilena. Infelizmente, para subir no vulcão, só pelo lado chileno. É impossível chegar muito próximo do Licancabur pelo território chileno, pois durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), o ditador mandou instalar minas terrestres (bombas) em todo esse trecho da fronteira para evitar invasões bolivianas, que ainda estão lá. Existe um projeto do Governo atual para retirar as minas, mas o problema é que não se sabe exatamente onde estão instaladas, pois a chuva moveu muitas delas ao longo do tempo. 


No Salar de Tara, a Ayllu fornece um almoço completo (vinho chileno, salada, salmão e purê de batatas) na beira do salar, a experiência é muito legal! O lugar inteiro é muito lindo, com paisagens impressionantes, cores maravilhosas, paredões e esculturas gigantes de pedra esculpidos pelo vento, vista de vulcões ao fundo, um silêncio...a natureza mostra toda sua grandeza e perfeição nesse lugar.  


As fotos mostram um pouco da rica palheta de cores deste paraíso.



Nesse passeio, eu sofri com o mal de altitude. Se pudesse voltar no tempo, teria pego várias folhas de coca no hotel e passado o dia mascando coca. Apesar de a Ayllu contar com um tubo de oxigênio para os clientes que ficarem pior, eu só senti uma dor de cabeça persistente e bem forte, que durou até de noite e só passou depois de tomar 2 remédios. Nada que tenha chegado a estragar o passeio, porque estando na rua eu tô feliz rsss.



nº 6) Gêisers del Tatio


El Tatio, ou "el abuelo que llora" (o avô que chora) é o 3º maior campo geotermal do mundo, ficando atrás apenas de Yellowstone/EUA (1º) e Reserva Natural Kronotski/Russia (2º).


Apesar de ter mais de 80 gêisers, as erupção de água não são altas como vemos em filmes e desenhos animados, as que eu vi atingiam, +- 1 metro de altura. A água sai fervendo, que nessa altitude acontece a 86º C. Ou seja, impossível encostar. Inclusive, todo o campo possui trilhas restritas e seguras pelas quais podemos passar e que devem ser respeitadas. Nos contaram que em 2015 uma turista belga foi tirar foto, se distraiu, saiu da trilha e entrou na fumaça expelida, o que a deixou desorientada e ela caiu em um dos poços de água fervente, ficando com queimaduras em 85% do corpo e, pelo que nos falaram, não sobreviveu :( Outros acidentes já aconteceram antes também, quase sempre relacionados a desrespeito dos limites das trilhas.


Esse é um passeio bem interessante, principalmente pela aula de geologia que o guia nos dá antes de ingressarmos no campo geotermal. Ele nos explicou que o terreno do campo é extremamente instável, pois correm muitos rios subterrâneos por ali, em várias direções e profundidades da Terra, que são conduzidas à superfície pela pressão e falhas no terreno. A água dos rios é gelada, por isso, quando encontra as pedras vulcânicas super quentes, sobe tanto vapor das fendas. Também descobri que existem mais de um tipo de gêiser. O que achei mais interessante foi um gêiser cíclico que repete os mesmos movimentos a cada 8min e 40seg, ou seja, a erupção da água ocorre por 8min e 40seg, depois por mais 8min e 40seg ocorre o retorno dessa água ao solo e assim se repetindo de maneira cíclica, para sempre, até que se extingua ou se transforme em um novo tipo de gêiser.



No lugar tem uma piscininha com a mesma água dos gêisers. Eu não entrei porque embarcaria para Santiago nesse dia e já havia feito check-out no hotel, então não queria ficar trocando de roupa, mas um pessoal da van entrou e acharam uma delícia, não estava tão cheio e nos disseram que em um canto é bem quente, talvez mais próximo da saída da água, mas que mais afastado, a água fica mais agradável. Ninguém reclamou do cheiro do enxofre, nem na trilha, nem na piscina, como li em posts de outros blogs.


Na volta para San Pedro de Atacama, paramos no Povoado de Machuca, que tem atualmente 20 habitantes. Eles vivem da agricultura própria e da criação de lhamas, agora também do turismo. Lá vendem os espetinhos de lhama e pastel de queijo de cabra. Não comi nem um, nem outro. O pastel havia acabado e o espetinho, eu não tive coragem, porque fiquei um tempão tirando foto das lhamas que tinham por lá e depois de ver seus rostinhos fofos, não senti vontade de comer a carne.



TOUR ASTRONÔMICO:


Além dos tours tradicionais feitos com a Ayllu, fizemos também o tour astronômico, com a Space, que é, de longe, a agência mais popular de San Pedro para este tipo de passeio, pois além da mera observação, os guias possuem conhecimento técnico sobre astronomia, então dão uma verdadeira aula sobre o céu. 


Para muitos, o céu do Atacama é o mais lindo do mundo, pois a aridez e altitude do deserto, somadas à pouca poluição e mínima luminosidade de cidades, permite a visualização de muitas estrelas, com um céu completamente iluminado. Realmente, eu nunca havia visto tanta estrela no céu. É muito impressionante, lindo, perfeito!


A Space é uma agência fundada por um astrônomo francês e sua esposa e que se dedica exclusivamente ao tour astronômico.


O passeio é muito interessante, uma verdadeira aula de astronomia, só em alguns momentos fica um pouco técnico e a esposa do astrônomo fala espanhol muito rápido, o que acaba tornando a exposição um pouco cansativa. Afora este detalhe, foi tudo muito legal, vimos, ao menos, uns 4 cometas naquele céu com tantas estrelas, como jamais eu havia visto, vimos a via láctea a olho nu, aprendemos sobre as constelações e as lendas da mitologia grega ligadas a Órion e o escorpião, vimos Sírius, a estrela mais brilhante do céu... é algo surreal e desperta uma paixão pelos astros...


Mitologia grega - Órion e o Escorpião: diz a lenda que Órion se apaixonou por Ártemis, irmã de Apollo, que não aprovava o romance. Um dia, Apollo mandou o escorpião celestial para matar Órion, que se jogou no mar, com seu cão Sírius, quando percebeu que não conseguiria vencer o escorpião. Sabendo que Órion estava no mar, Apollo desafiou Ártemis a lançar uma flecha sobre uma mancha distante no oceano. Ela, exímia atiradora, acertou em cheio, sem saber estar atirando em seu amor, até que o corpo foi trazido à praia. Inconsolável, Artemis o transformou em constelação. Na Grécia, quando a constelação de Órion se põe a oeste no mar, o escorpião surge no lado oposto, a leste, repetindo diariamente o momento em que Órion encontra o escorpião e se joga no mar. Para que Ártemis jamais perdesse seu amor no céu, ela enviou para junto dele as estrelas Mintaka, Alnilan e Alnitaxa, as "Três Marias". Adorei esta história! A constelação de Órion é realmente impressionante e talvez uma das mais bonitas do céu.



A Space tem mais de 15 telescópios que nos permitem enxergar de pertinho inúmeras estrelas, planetas e nebulosas. Fiquei muito impressionada com Júpiter, pela nitidez da imagem dos gases que dão cor ao Planeta; com Saturno, pois podíamos ver seus anéis e; com a Nebulosa de Tarântula, muito legal!


O céu de lá realmente tem tanta estrela como mostram as fotos, é algo muito impressionante e lindo.


Tentei tirar foto do céu, mas não ficou exatamente como eu esperava:


Criei vergonha na cara e me matriculei num cursinho de fotografia :) começo em maio/17, então para as próximas viagens, me desafio a postar a foto de um céu estrelado.


A realização do passeio depende da abertura do céu, que deve estar sem nuvens, então é altamente recomendável faze-lo já nos primeiros dias em San Pedro para não perder a oportunidade. Além disso, a Space é uma agência super concorrida, conseguir vaga em cima da hora não é muito fácil - eu fiz minha reserva com 1 mês de antecedência para garantir.



TOUR DE QUADRICICLO:


Adoramos todos os passeios, mas o campeão, por unanimidade, foi o tour de quadriciclo.

Para o tour de quadriciclo, acho que só tem a On Safari Atacama que oferece, eles são ótimos!


O guia, Fernando, é um autêntico atacameño, crescido no Deserto e que conhece todos os caminhos de olhos fechados. O hobby dele é motocross, que ele faz pelos mesmos caminhos que passamos e por outros muito mais difíceis, então ele sabe o que está fazendo. O mais legal é que nos permitem taca le o pau no carrinho e fazer umas manobras bem radicais. Tivemos que subir um morro bem alto, íngreme e inclinado, que nos obrigava a jogar o peso de corpo para o lado oposto da inclinação, para o quadriciclo não tombar. Confesso que nessa hora deu um medinho de cair e ficar presa embaixo do quadriciclo rsss


Quando voltamos para a garagem, eu tinha areia grudada no corpo todo (até parecia que estava bronzeada, mas era só terra marrom mesmo), tinha areia até na boca, apesar de usarmos um pano de proteção para o nariz e boca.


Vale muito a pena fazer este passeio! Além da paisagem do Salar, ele é demais para quem gosta de aventura e adrenalina.



TOUR DE BIKE:


Por fim, fizemos ainda uma volta de bike até Pukará de Quitor, que está há uns 3 km de San Pedro de Atacama. Pukará de Quitor é um sítio arqueológico de uma antiga fortaleza de pedra usada para a defesa do povo atacameño das invasões européias. Antigamente, durante a civilização inca, o guia nos contou que famílias viviam em cavernas na fortaleza, mas que durante um terremoto, tudo foi soterrado e nenhuma família sobreviveu :(


Eu sou uma vergonha para andar de bicicleta, só ando mesmo em viagens e sempre fico nervosa até me acostumar com a "direção", mesmo assim foi super tranquilo fazer esta volta. Quase não passam carros na rua, então sobra bastante espaço para andarmos em zigue-zague até nos acostumarmos rsss. Nem caí!


No caminho, tivemos que cruzar um rio a pé, porque a ponte que tinha por ali foi levada na última chuva, quando a água da Cordilheira dos Andes desceu com toda força, levando tudo que tinha pela frente. Eu achei melhor ir a pé do que pedalando, porque na certa eu ia cair e molhar a roupa toda, ao invés de apenas os pés rssss.


Em San Pedro de Atacama tem lojas que alugam bikes em toda esquina. Eles oferecem capacete, câmara reserva, cadeado, bomba para encher o pneu, colete refletivo e outros acessórios bem úteis. Então, podemos deixar a bike cadeada para fazer os passeios, como em Pukará de Quitor. Como a cidade é super tranquila e pacata, praticamente sem índice de criminalidade, dá até para ficar com a bike por dias, deixando ela cadeada quando não estiver usando.


Esse foi um passeio que me surpreendeu, não esperava muito, mas achei super legal!



Outras opções de passeios/agências:


Obs.: eu havia me programado para fazer o sandboard no Valle de la Muerte, mas os únicos horários que nos sobrariam seriam à tarde, quando estava muito quente, então desanimamos de subir as dunas no solzão forte que faz à tarde.



FAUNA ATACAMEÑA


Eu fiquei encantada com a flora e a fauna atacemeña, com espécies que eu nem sabia que existiam. É surpreendente ver como plantas e animais conseguem se adaptar e sobreviver em um lugar tão seco e, aparentemente, pobre em nutrientes! 


Fiz uma seleção de fotos de alguns animais que vimos livres pelo caminho dos passeios, especialmente ao Salar de Tara, às Lagunas Altiplânicas e aos Gêisers del Tatio, um mais lindo que o outro! E o mais legal é que nossos guias (Cláudio e Dani, da Ayllu) eram tão empolgados quanto eu e, sempre que avistavam algum bicho, paravam para explicar sobre eles e para que pudéssemos tirar foto. Vimos até uma lhama bebê muito fofa, que devia ter nascido há poucos dias/horas, porque mal conseguia ficar em pé. Só não conseguimos ver flamingos de perto, nesta época que fomos eles já começam a migrar para outros locais.




ONDE COMER?


Antes de ir para San Pedro, eu fiz uma listinha com restaurantes que gostaria de conhecer e que eram bem recomendados em vários blogs. Não consegui ir em todos porque as comidinhas servidas pela Agência Ayllu, nos tours tradicionais, nos sustentava super bem. Quando tínhamos cocktail no pôr-do-sol, por exemplo, acabávamos chegando sem fome nenhuma no hotel e nem jantávamos. 


Então, vou listar os restaurantes que fui e os que eu gostaria de ter ido, mas faltou dia:


Minhas escolhas de restaurante: 

  • El Toconar: almoçamos no primeiro dia, pedimos massa, bem gostosa, as mesas ficam no jardim, bem agradável 

  • Delícias del Carmen: almoçamos no dia do passeio de quadriciclo aqui, pedimos um prato pronto (filé acebolado, ovo e batata frita) e uma empanada de carne para dividir em 2, porque queríamos comer pouco para o quadriciclo, e ainda sobrou comida. O prato é enorme, bem servido, serve 2 homens tranquilamente. A empanada também é grande, é suficiente para almoço de 1 pessoa, tem o tamanho de quase 3 das nossas empanadas do Brasil. Gostei bastante deste restaurante, ele é mais simples, com preços mais baratos, mas muito gostoso e com um ambiente bem típico e caseiro

  • Pizzeria El Charrua: pizza deliciosa, massa fininha e crocante, ingredientes e queijo de qualidade. Foi uma ótima recomendação. Fomos 1 dia, e em outro voltamos para pegar pizza e comer no hotel. 

  • Adobe: é o restaurante mais famosinho de San Pedro, queridinho dos gringos. Uma delícia! Pedi quinoto, um prato bem típico de lá, que é um risoto de quinoa (a quinoa substitui o arroz arbóreo), fico com água na boca só de lembrar, era muito gostoso. 

  • Restaurante Ayllu: no tour da Lagunas Altiplânicas pela Ayllu, está incluído um almoço no restaurante deles, que fica ao lado da agência. Era serviço de buffet, com opções até de feijão e arroz, batata frita, bife... era bem gostoso também, embora não tão típica ou elaborada, acho que no serviço a la carte são mais gourmetizadas


Além dos restaurantes, adoramos as sorveterias. As duas abaixo eram bem próximas do nosso hotel e íamos sempre que dava vontade:

  • Heladería Babaloo:foi a que eu mais gostei, o sorvete era saboroso e mais firme 

  • Heladería Tierra del Sol: o sorvete era mais cremoso, precisa ser servido em um copinho, com a casquinha por cima, para não cair. Nesta sorveteria tem sabores mais tradicionais do Atacama, como folha de coca, rica-rica, quinoa e outros. Provamos a maioria, mas acabamos nos tradicionais baunilha e morango mesmo rsss


Outras opções:

  • La Picada del Indio (preço mais em conta, para um almoço rápido e bem servido)

  • La Estaka 

  • Barros

  • Blanco (de fora parecia bem moderninho e descolado)

  • Baltinache (comidas bem típicas da região, como carne de lhama, preparações com quinoa..., comandado por uma Chef Chilena)

  • Casa de Piedra



QUANTO CUSTA?


Vou colar o meu roteiro aqui embaixo, onde tem mais detalhes sobre datas e valores - os valores são POR PESSOA:



RESUMO DA VIAGEM: foi tudo perfeito; o destino é demais; a paisagem e natureza são de tirar o fôlego; muito mais lindas ao vivo do que por fotos; o povo é gentil; o clima de San Pedro é muito tranquilo e pacato; nem lembramos do stress e da correria da vida da cidade quando estivemos por lá, vivemos em um outro ritmo naqueles 5 dias; a cidade tem muitos jovens, ótima para fazer amizade; nos encantamos com o céu, com as estrelas, com as cores, com as lhamas, a raposa, as vicuñas; comemos muito bem em todos os lugares que fomos; aprendemos muito sobre a cultura, história e geografia; tiramos fotos lindas; conhecemos lugares impressionantes; vimos a perfeição de Deus na criação da Terra e do céu; sentimos imensa gratidão no coração por tudo que vivenciamos por lá. É uma viagem que, definitivamente, deve ser feita ao menos 1 vez na vida! A natureza é perfeita em cada detalhe.


ARREPENDIMENTO: não ter subido em um vulcão! Foi a única coisa que me deixou com gostinho de quero mais :( Segui alguns blogs que diziam que era perigoso, pois eram vulcões ativos, que era muito frio, difícil, etc... Mas chegando lá, vi muita gente bem menos condicionada e agasalhada que eu, subindo. E o nosso guia Dani, que já subiu vários vulcões pelo Chile, disse que é inesquecível a emoção sentida quando se chega na cratera. Ele nos disse, também, que a Ayllu vai bem aparelhada, com oxigênio, guia extra, se alguém precisar descer ou quiser ficar pelo caminho, fornece algumas roupas de frio... e que os vulcões Lascar e Cerro Toco são bem tranquilos e viáveis de subir (o Licancabur, que é bem alto, já exige uma subida prévia a um dos outros vulcões da região). Um dia desses programo uma viagem para a região dos Lagos e/ou Patagônia Chilena e planejo uma subida de vulcão por lá, pelo menos tenho uma boa razão e muita vontade para retornar ao Chile, um país que amei, em todos seus aspectos!



SOUVENIR ESCOLHIDO


E o nosso souvenir, que sempre trazemos de viagem para compor a decoração da casa, foi..



... a linda lhama com lã real que deixou nossa cachorrinha doida com o cheiro. Já no primeiro contato, ela não parou de cheirar a lhaminha, tivemos que colocar em um lugar mais alto, para não virar brinquedo/comida de cachorro.


Em San Pedro de Atacama tem várias lojinhas pela Calle Caracolles que vendem souvenirs. Além destas lojas, tem um feirinha de artesanato chamada Paseo Artesanal que fica bem em frente à Igreja da Praça, onde podemos encontrar todas as opções em um lugar só. Além da lhaminha, comprei uma pedra de sal. Todo mundo que vê aqui em casa quer lamber, acho que vou ter que lavar rsss

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